Após a queda, o foco é em 2017

Depois da eliminação traumática do Ceilândia Esporte Clube nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro 2016, a diretoria do clube busca reorganizar a casa para a temporada seguinte. Do atual elenco, poucos jogadores estão certos na lista dos que permanecem. No entanto, o Gato Preto pretende manter a mesma base para continuar o projeto de ascensão no cenário nacional.

O alvinegro candango perdeu apenas duas partidas em 10 disputadas (a primeira para a Aparecidense-GO pela 2ª rodada da fase de grupos, por 3 x 2, fora de casa, e a segunda para o Fluminense de Feira-BA, por 1 x 0 e, em seguida nos pênaltis, na fatídica e inesperada desclassificação). Desta boa campanha, apenas quatro atletas têm contrato com o clube até junho de 2017 e irão permanecer. São eles: os zagueiros Wallace e Badhuga, além dos laterais Gabriel e Mário Henrique.

Outras três importantes peças voltarão para suas equipes de origem, pois estavam no plantel do Gato por empréstimo para a disputa do certame nacional. O experiente volante Baiano e o jovem meia-atacante Willian retornam para o Brasília. Enquanto isso o zagueiro e volante Vitão será reintegrado ao Brasiliense. “Temos a pretensão da permanência da maioria, mas vamos conversar, temos um tempo para isso”, revelou o presidente Ari de Almeida.

O caso mais adiantado dos que ainda não têm a vida acertada é de Elivélto. O jogador demonstrou interesse em permanecer, assim como há a reciprocidade da diretoria em mantê-lo. Um dos artilheiros do time na Série D, o atacante Gilvan tem propostas de fora do DF e deve sair. Após passar por cirurgia no joelho, o atacante Matheuzinho estará apto a voltar aos gramados em janeiro ou fevereiro. Assim, o tratamento será realizado pelo próprio Ceilândia.

Em relação ao comando técnico, o treinador Adelson de Almeida não tem lugar garantido, pois o mesmo ainda não decidiu seu futuro. De acordo com o presidente Ari de Almeida, a vontade da agremiação é que o comandante permaneça. Porém, para o próprio técnico, o momento é de reflexão. “Eu não sei se fico. Não parei para pensar nisso ainda. Vou dar uma refrescada na mente e depois vejo. Tenho algumas possibilidades, mas não decidi nada”, explicou Adelson.

Com o longo tempo sem calendário, uma vez que as próximas competições para o Ceilândia serão realizadas apenas em 2017, a diretoria pretende trabalhar com calma para não deixar o projeto do clube sair dos trilhos. Com o Campeonato Candango, a Copa do Brasil, a Copa Verde, além do Campeonato Brasileiro da Série D pela frente, o grupo deve se apresentar em 12 de dezembro para o início da preparação visando o próximo ano.

Por Haland Guilarde

Esporte Cadango