Seleção Brasileira é a 1ª a garantir vaga na Copa da Rússia

Oito vitórias consecutivas, algo inédito na história da seleção brasileira nas Eliminatórias, asseguraram o que parecia impossível quando Dunga deixou o cargo na sexta posição. Ratificado com vitória sobre o Paraguai por 3 a 0, na terça-feira na Arena Corinthians, o crescimento pelas mãos de Tite foi premiado com a vaga para o Mundial da Rússia.

Os resultados não vieram por acaso, mas sim a partir de decisões importantes e o trabalho obstinado do treinador e sua comissão técnica que pensam em cada pequeno detalhe. Os acertos capitais da era Tite vão desde a definição de um time base às relações pessoais, e desde uma evolução nítida de Neymar e as apostas certeiras em nomes como Gabriel Jesus e Paulinho.

É verdade que as vitórias deram contribuição e Tite segue o lema de “time que ganha não se mexe”. Mas a equipe base escolhida para o primeiro jogo, ainda no Equador, teve 10 titulares mantidos ao longo nos oito jogos. A exceção foi Coutinho na vaga de Willian, uma decisão que já havia se desenhado no segundo tempo da vitória em Quito e foi tomada pelo treinador em sua terceira partida. Os reservas ajudaram, como Filipe Luís e Fernandinho, mas os titulares já se sabe de cor.

Se ainda era cru para assumir um papel na era Dunga, Gabriel Jesus deu um salto de patamar muito grande com o treinador seguinte. Tite aproveitou o viés de alta do atacante na Olimpíada e também no Palmeiras e apostou nele como seu centroavante. Jesus não poderia ter dado melhor resposta, com cinco gols nos seis primeiros jogos, o que ajudou também a chegar à Inglaterra com personalidade para fazer gols importantes logo de cara no Manchester City.

Se Thiago Silva e Marcelo eram nomes descartados por Dunga, Tite imediatamente enviou o recado aos atletas: o passado estava zerado e ele iria trabalhar para ter sempre os melhores. O retorno dos dois atletas experientes foi uma mensagem importante ao vestiário de que a relação, tradicionalmente difícil com Dunga, mudaria com a nova comissão técnica. Essa conduta também se aplica a funcionários da CBF e jornalistas, de modo geral muito satisfeitos com o atual treinador pelas relações pessoais.

Neymar foi o principal nome da Olimpíada, mas teve uma relação conturbada com jornalistas e deu sinais de descontrole nos Jogos. Tite assumiu a missão de fazer o jogador evoluir em aspectos pessoais, em conduta dentro de campo e em se inserir em um contexto mais coletivo dentro de campo. A dependência ao atacante diminuiu e ele só recebeu um cartão amarelo em sete jogos. De quebra, topou ser capitão contra o Paraguai e lidou bem com a liderança.

Com informações do UOL

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