Tite é exceção na elite. Principais técnicos não treinam suas seleções

Se hoje há quase um consenso de que o melhor técnico do Brasil está à frente da seleção, o mesmo não se pode dizer das outras grandes potências internacionais. Apontado como principal responsável pela reviravolta que levou Neymar e companhia à Rússia antes de todos os rivais, o comandante do time verde-amarelo é uma exceção entre os treinadores.

Rivais diretos, países como Alemanha, Espanha, Argentina, Itália, Portugal não têm a sorte de contar com os nomes que são apontados pela maioria como os melhores a caminho da Copa do Mundo. França, Holanda e Inglaterra, outros países que fazem parte desta elite, também têm treinadores que geram incertezas nos torcedores, mas vivem uma safra sem grandes opções no mercado.

A constatação passa por diversos fatores. O principal deles é que, ao contrário do que acontece com seus rivais diretos, o Brasil não é um pólo exportador de treinadores para o futebol europeu, onde atua a maior parte das estrelas da bola. No começo da semana, um levantamento mostrou que nenhum brasileiro comanda qualquer equipe das dez principais ligas do Velho Continente.

Sem perspectiva concreta de comandar uma grande equipe europeia, a seleção brasileira ainda é vista como ápice da carreira dos treinadores brasileiros. O próprio Tite é exemplo disso. Quando perdeu para a Dunga a disputa pela sucessão de Felipão em 2014, o treinador desabafou: “Eu me preparei. E na medida que você acompanha os canais de comunicação, na medida que tu sai na rua e reconhecem seu trabalho nos últimos cinco anos, com Libertadores invicta, Mundial emblemático, Brasileiro, Recopa… Não é questão de ser o melhor, mas o momento do meu trabalho era muito forte”, disse ele à ESPN em setembro daquele ano.

Tite, é bom lembrar, vinha de um título brasileiro com o Corinthians quando aceitou o chamado da seleção. Em 2012, quando Mano foi demitido, o então presidente José Maria Marin chegou a elogiá-lo publicamente quando contratou Felipão. O clube alvinegro temia que um convite da CBF pudesse até demovê-lo de disputar o Mundial de Clubes daquele ano. Como o convite só viria de fato quatro anos depois, as prioridades do técnico não precisaram ser testadas.

Para outros técnicos de ponta do planeta, porém, a seleção não chega a encher os olhos. Veja abaixo a situação de algumas das principais seleções e como os principais treinadores do planeta lidam com o assunto.

Com informações do UOL

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