Apesar de dar pouco espaço para as demais modalidades esportivas aqui no blog, jamais deixei de acompanhar o esporte olímpico brasileiro e sempre abordo o assunto nos meus comentários na Rádio Clube e nas coluna do Tribuna do Brasil.
Acho que chegou a hora de abrir espaço também aqui no blog. A pauta é extensa, especialmente após o final dos Jogos Olímpicos em Pequim.
Para começar o debate, gostaria de provocá-los com uma pergunta: o Brasil deve concentrar recursos naquelas modalidades olímpicas que fazem parte da cultura esportiva do país ou investir em todas elas?
Em outras palavras, o Brasil está mais para uma “Jamaica”, país que conquistou todas as suas 11 medalhas no atletismo, ou para uma “França”, país que conquistou suas 40 medalhas em 16 modalidades diferentes?
Quem quiser ler as colunas do Tribuna do Brasil sobre o assunto, é só acessar em:
12 de agosto: www.tribunadobrasil.com.br/?ned=2400&ntc=71014&sc=5
26 de agosto: www.tribunadobrasil.com.br/?ned=2412&ntc=72118&sc=5.
Para refletir, eis a lista das 34 modalidades que fizeram parte dos Jogos Olímpicos de Pequim: atletismo, badminton, basquete, beisebol, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, ginástica artística, ginástica rítmica, ginástica de trampolim, halterofilismo, handebol, hipismo, hóquei na grama, judô, luta, nado sincronizado, natação, pentatlo moderno, pólo aquático, remo, saltos ornamentais/trampolim, softbol, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro esportivo, tiro com arco, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia.
O esporte brasileiro vem dando exemplos concretos de preferência pelo coletivo no lugar do individualismo.
No voleibol masculino, o treinador Bernardinho cortou o levantador Ricardinho da Seleção. Os motivos não ficaram muito claros, mas o fato é que a equipe venceu as competições que disputou mesmo sem o talento do atleta dispensado.
O basquete feminino brasileiro também teve sua história recentemente. A talentosa Iziane foi cortada da Seleção pelo treinador Paulo Bassul às vésperas do Pré-Olímpico. O motivo: Iziane queria fazer pontos, fazer pontos e fazer pontos sem se preocupar em vencer. A Seleção, mesmo sem a atleta, conseguiu a vaga para as Olimpíadas.
No Gama, às vesperas da partida contra a Ponte Preta, o treinador Roberto Cavalo optou por uma formação mais defensiva sem o atacante Magrão. O atacante não aceitou a reserva e saiu do clube. O Gama venceu essa e mais duas partidas, já sem o atacante no elenco.
No Brasiliense, Coquinho, Dimba e Iranildo foram substituídos recentemente e manifestaram publicamente suas revoltas. O treinador Vítor Hugo tem a missão de contornar esses e outros excessos de individualismos no grupo. Ontem o Brasiliense venceu a Ponte Preta e quebrou a seqüência de cinco jogos sem vitória. Não foi brilhante, mas foi bem mais coletivo que nas partidas anteriores.
Há outros inúmeros exemplos, mas uma lição recente do esporte, especialmente dos esportes coletivos como futebol, voleibol e basquetebol, é que o coletivo tem sido mais importante que o individualismo.
Com uma campanha impecável, 22 vitórias seguidas, recorde de público em uma partida na história do basquete nacional e campeão com o menor número de derrotas, o Universo trouxe nessa noite um dos títulos mais importantes da história do esporte candango.
Foi um sufoco no último quarto, mas a vitória por 93x88 fechou a série em 3x1 contra a tradicional equipe de Franca e sacramentou a bela campanha da equipe em toda a competição.
Fica a lição de que o público candango gosta de esportes e resta a expectativa de que o Universo possa trazer alegrias para o nosso esporte nos próximos anos, especialmente na formação de atletas.
À diretoria, aos atletas, à comissão técnica e a todos os torcedores que prestigiaram a equipe ao longo da temporada, os parabéns deste blog.
O Universo/BRB, representante candango na elite do basquete nacional, está apenas a uma vitória do título do Campeonato Brasileiro. O esporte candango está próximo de conquistar o seu primeiro título no cenário nacional num esporte profissional.
Depois de duas vitórias relativamente folgadas sobre Franca no último final de semana aqui em Brasília, a equipe abriu 2x0 na série melhor-de-cinco e faz a terceira partida hoje à noite, às 20h30, na casa do adversário, com transmissão do canal SporTV.
É uma campanha irretocável, até agora com 31 vitórias e 2 derrotas. O bom trabalho da diretoria e da equipe colocou o basquetebol de Brasília no cenário nacional. A final é justamente contra uma equipe de uma cidade com muita tradição no basquete – Franca é treinada por Hélio Rubens e tem jogadores renomados como Helinho, Rogério e Estevam no grupo. Além de Franca, Uberlândia, que foi eliminada pela equipe paulista na semifinal, também se tornou um centro forte nos últimos anos.
Você acha que o título sai hoje? Deixe sua opinião aqui no blog.
O Estatuto do Torcedor (Lei nº 10.671), a legislação federal que regulamenta as relações entre o torcedor e as entidades que organizam eventos esportivos, completa hoje quatro anos de existência. Na época, no ato da sua sanção, o presidente Lula disse que “há leis que pegam e outras que não”.
O Estatuto não pegou. Um dos seus objetivos era de dar transparência de alguns atos da entidades esportivas, em especial os regulamentos e tabelas. Esse lado, de fato, hoje é uma realidade no futebol brasileiro. Tabelas, regulamentos, sorteios de arbitragem, essas são algumas informações que foram disponibilizadas com mais freqüência para o torcedor apenas após a promulgação do Estatuto.
Não dá para esquecer, porém, que o Estatuto avançou pouco em seus outros objetivos: segurança, ingressos, transporte, alimentação e higiene. Clubes e federações não se mexeram até hoje para melhorar a segurança nos estádios, tampouco em relação ao transporte, alimentação e higiene. Quanto aos ingressos, apenas os torcedores que irão assistir ao Pan no Rio de Janeiro foram beneficiados com a obrigação de lugares marcados. No dia-a-dia esportivo, comprar ingressos para grande eventos ainda é uma tortura.
O que você viu de bom e de ruim no Estatuto do Torcedor nesses quatro anos? Se pudesse ser um legislador, onde mexeria no Estatuto? Deixe seu comentário aqui no blog.
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Lindberg Júnior, 34 anos, é comentarista esportivo da Rádio Planalto. Participa do Programa Bola na Rede, exibido na freqüência 890 AM, de segunda a sexta, das 18h às 19h. Com o blog Fora das Quatro Linhas, agora também faz parte da equipe do Esporte Candango, trazendo informações e deixando comentários sobre o futebol local, brasileiro e internacional e outros esportes.
Graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, também é mestre em Administração pela Universidade de Brasília (UnB). O mestrado defendido por Lindberg teve como tema o calendário do futebol brasileiro.
Antes de atuar na crônica esportiva do Distrito Federal, Lindberg trabalhou na Rádio Clube de Belém do Pará. Passou também pela Mais TV, onde negociou o direito de transmissão do Campeonato Paraense de Futebol e, depois, atuou como comentarista.
O Fora das Quatro Linhas é um espaço democrático para o debate de idéias, troca de informações e principais questionamentos levantados pelos leitores.